28.4.09

Rádio-peão

Rapidinha infame de um colega de trabalho hoje: certeza, com essa história de gripe suína, quem mais se fode é o Kevin Bacon...

26.4.09

Purpurinas, plumas e paetês

Você adora eles, né? - Ainda outro dia minha avó veio comentar comigo, assim que cheguei em casa depois da visita de dois amigos gays. Adoro, amo, super adoro. Porque existem pessoas com quem eu posso dizer que não sou obrigada, gente com quem eu saio para bater leque, gente que me chama de racha e nem ofende, que eu chamo de viado e tá tudo certo, pessoas pelas quais eu sou completamente apaixonada.

Existem várias razões para sair com eles/elas: as melhores músicas eletrônicas tocam nas boates GLS, é divertido ser invisível às vezes, gays são invariavelmente mais engraçados do que heteros, mas existe uma razão superior e acho que é justamente consequência de sua opção sexual: gays são mais felizes.

Veja, a sexualidade é um dos maiores moldes do ser humano. Uma pessoa homossexual já enfrentou a si mesma para ter certeza, os amigos para se adaptar, a família para se sentir bem e o mais foda: encara uma sociedade hipócrita todo santo dia, tendo poucos momentos para ser livre de fato. Alguém que encara tudo isso é, sem sombra de dúvida, alguém que tem muito estômago e se consegue manter o bom humor, é uma boa razão para eu querer tê-los por perto. Eles/elas, emanam alegria, me fazem rir a noite inteira, me contam babados que ninguém mais saberia (e que de nada me servem, mas muito me divertem).

Eu amo esse povo das purpurinas, plumas e paetês, acho mesmo que cada pessoa deveria ter pelo menos um amigo gay. Para encarar a vida de um jeito muito melhor. E homem que tem preconceito com viado sempre me faz pensar se não quer manter distância justamente por medo de gostar... Um amigo gay é uma lição de vida. Ou duas. Ou mais até. Digo tudo isso por amor, devoção e gratidão.

p.s.: o que eu digo se aplica a homens e mulheres homossexuais, apesar de os meus amigos serem em sua maoria homens.

ãpideite: Lembrei que já tinha escrito um post sobre as escolhas homossexuais, que até possui um tom de escrita mais tenso. Clique aqui para ler os velhos arroubos desta blogueira. Ainda penso da mesma forma, mas hoje escolheria outras palavras. Deve ser por causa da idade.

21.4.09

Lição de Casa

Eu sou obediente e lá vou tratar de minhas obrigações na web (conhecidas popularmente como memes). Esse veio da Fafi, acompanhado de um selo bem fofo...

Regras, o mundo é cheio de regras:

1. Escrever uma frase, citar um título ou contar uma historia sobre seis assuntos nos seguintes segmentos: VIDA, CINEMA, LITERATURA, VIAGEM, AMOR E SEXO;
2. Convidar seis colegas de blogs que você realmente considere femininas e inteligentes;
3. Linkar o blog que a convidou;
4. Postar as regras para que outros as repassem;
5. Inserir o selinho que você recebeu.
Vida: eu cuido da minha. E muita gente fiscaliza.
Cinema: uma tela bem grande numa sala bem escura que custa bem caro.
Literatura: o hábito é sinal de inteligência, a ostentação é sinal de estupidez.
Viagem: eu conto das minhas para quem me falar das suas.
Amor: é minha maior necessidade e provavelmente a mais distante.
Sexo: aguarde, estou escrevendo minhas memórias e vou vender bem caro.
Não vou azedar ninguém, a Fafi está linkada ali em cima, as regras também e o selo está ali no slideshow. Pronto.

14.4.09

Paladinos

Às vezes, acho que a política internacional parece uma valsa antiga: dois pra lá, dois pra cá, trocam os pares e vamos a rodopiar. Barack Obama liberou as viagens de cubanos residentes nos Estados Unidos para visitar seus familiares e enviar dinheiro ao país natal. Bueno, ha? Não é pouco, pelo que me lembro da história, nunca nenhum gesto de mínima gentileza foi feito nos quase 50 anos de embargo. Ao redor do mundo, jornalistas, cientistas políticos, sociólogos e cronistas batem palmas a este belo gesto – enquanto os pseudo-intelecuais dizem que é um absurdo, que Cuba não precisa dos Estados Unidos e blá-blá-blá.

Os especialistas comentam a atitude de Obama e seu mérito em prol da melhor negociação nas Américas, como se fôssemos todos iguais, unidos e superbrothers. Li em algum lugar que o presidente americano deverá comunicar que Cuba precisa se redemocratizar para melhorar a relação com a Casa Branca, ou qualquer frase parecida. Por quê? Com que moral? Não faz sentido querer desativar Guantanamo, mas não desativar porque não querem colocar esses “bandidos” dentro dos Estados Unidos. Ora, por que em Cuba pode? Não faz sentido deixar cubanos visitarem suas famílias, mas não estender a qualquer americano o direito de ir a Cuba. Não faz sentido não ter voo direto EUA-Cuba, sendo a distância de meros 150km. Não faz sentido porque os Estados Unidos da América não são paladinos da liberdade e da justiça. O fato de terem o poder para fazer algo não quer dizer que tenham o direito.

Por outro lado, Cuba é uma ideia poderosa, uma ideologia que vive muito mais naqueles que não a conhecem e nos sonhadores. Eu já falei de Cuba antes, sobre diferentes aspectos, em setembro de 2004 e de novo em abril do ano passado. Ou quem sabe não passe de uma ilhota no Caribe.

5.4.09

Tudo tem limite

A Federal Trade Comission (o Procon americano) pretende responsabilizar autores de falsos depoimentos publicados em blogs, twiters e facebooks, além das marcas fabricantes, em casos cuja empresa forneça gratuitamente os produtos. Noutras palavras, se alguém ganha guma coisa do fabricante e declara que o produto faz algo que não faz de fato, blogueiro e empresa responderão juridicamente. Consequência, empresas de publicidade e marketing estão dando chiliques, alegando que isso pode inibir blogueiros a aceitar produtos e falar deles, além de outros impactos negativos relacionados a ações de marketing viral.

Neste caso, eu pergunto, o que é um blog? É jornalismo? É veículo de comunicação que deve cobrar para dizer certas coisas? Afinal, somos mídia? É meio inevitável voltar ao meu assunto do post anterior, porque eu creio que todo blog com o firme propósito de informar (por exemplo o Brainstorm#9), realmente não podem se prestar ao papel de fazer propaganda de algo sem avisar que é "hora do comerciais". E quando não somos essencialmente informativos? E quando somos simplesmente pessoas se distraindo na internet?

Não creio que precisemos ter limite no que escrevemos, mas tenho a plena convicção de que responsabilidade é necessária. Então acho que o melhor seria assim: a gente escreve o que quiser e depois aguenta as consequências. Me parece justo.

2.4.09

Se manque, você não é jornalista!

Então tá, o Supremo Tribunal Federal, este nobre órgão brasileiro recheado de pessoas superantenadas e modernosas, está pretendendo derrubar a Lei de Imprensa, com apoio da Associação Brasileira de Imprensa, ONGs relacionadas e o caralho a quatro. Todo mundo querendo acabar com a coitada da lei. Ok, não tem porque prever direito de resposta, sela especial, penalidades por calúnia e difamação, já que tudo isso está previsto em outras leis válidas para todos os cidadãos.

Só que o ponto mais importante está sendo meio que ignorado: se a Lei de Imprensa cair, cai também a obrigatoriedade do diploma. Eu não sou jornalista, isso é um blog, vejo a meia milha de distância o perigo da desregulamentação da profissão. É evidente que sem o diploma obrigatório, qualquer um vai se meter a escrever para jornal, imagina a nhaca.

Apesar de dar valor ao bom português e ser até bastante purista para escrever, eu não me preocupo com o idioma, não. A maior vítima da desregulamentação é a responsabilidade. O jornalista tem um compromisso legal e um juramento em prol da verdade - apesar de alguns profissionais não serem exatamente exemplares. Essa é a diferença de ser jornalista, é só isso que importa. O resto é firula.

"Seja como for, o fato é que no Brasil não é verdade
enquanto não passar no Jornal Nacional"
Augusto Nunes, em conversa pessoal, abril de 2001.

Por algum acaso o respeito que o Jornal Nacional tem é oriundo do seu amadorismo? Ou do imenso compromentimento com um alto nível de profissionalização? Nem adianta argumentar que hoje muita gente se informa pela internet, por blogs e coisas do gênero; o povo só acredita na notícia quando ela é divulgada pela fonte mais confiável que conhece.

p.s.: pseudos que vierem aqui com aquela cena básica de que a Globo e a Veja manipulam o país, favor ir à merda.

1.4.09

Diálogos absurdos

Minha avó acabou de entrar aqui e disparou:
- Você sabia que tinha desfile hoje no clube?
- Não, vó.
- Pois é, nem eu. - pegou uma roupa na minha cama e continuou - Onde é que você foi com isso?
- Fui trabalhar com essa blusa.
- Hum, pensei que fosse uma bermuda...
Largou a blusa e saiu, dizendo que ia ver o replay do gol do Brasil. Ela é assim, meio absurda às vezes.

ãpideite: ela entrou aqui de novo, só pra me atualizar: "Dois a zero, os dois gols do Luis Fabiano, os peruanos vão tomar no cu." E saiu de novo...