20.5.09

Tempo e prioridade

Trabalho, horários e tarefas a cumprir, além de vida pessoal, que sempre é prioridade. Uma agenda cheia não é assunto raro entre as pessoas. No entanto, quando há vontade de fazer algo mais, encontra-se tempo. Então por que não encontrar tempo para algo importante? Um pouco do seu tempo pode fazer muita diferença.

Que tal ser voluntário, fazer algo de bom sem ser obrigado nem remunerado? As habilidades e gostos de cada pessoa podem ser de grande valor para outras pessoas. Dispense uma parte de seu tempo, uma vez por semana e faça a sua parte. Envolva-se em um projeto mais intenso de curta-duração, mas faça sua parte. Procure uma ONG, uma escola, associação comunitária ou religiosa; é fácil encontrar algo que precise apenas do seu tempo. Projetos sociais atualmente funcionam com verbas governamentais e incentivo de empresas, falta o mais importante: voluntários que façam a diferença. Construir um mundo melhor, informar, ensinar, divertir, não são atribuições somente de governos e grandes empresas, são também responsabilidade de cada cidadão.

Eu sou uma voluntária apaixonada, envolvida com projetos sociais há anos. Desde 2006, me dedico aos projetos da Junior Achievement, uma ONG de origem americana com o objetivo de incentivar jovens a alcançar o potencial de seus sonhos. E quando encaro 30 adolescentes, uma vez por semana, durante quatro meses, acho o máximo. Comecei semana passada e assim vou até meados de outubro. A minha ideia é repetir sempre, a qualquer um que seja capaz de ler/ouvir: você pode fazer a diferença. Mas isso não se faz encaminhando e-mails sobre doação de sangue ou preocupação com a água, isso se faz levantando da frente do computador e colocando em prática.

15.5.09

Necessidade e vontade

Se eu fosse passar 10 anos em uma ilha deserta no pacífico e só pudesse levar cinco coisas, quais seriam? Lugar sem luz, sem sinal de celular, tv ou internet... peraí, pra quê eu iria para um lugar desses? Bom, é tertúlia de maio, então eu vou. E levo:
1. Caixa de cadernos de rascunho – vou escrever horrores!
2. Caixa de canetas Bic pretas – vou escrever horrores mesmo!
3. Tetris movido a energia solar – em 10 anos viro expert!
4. Um cachorro – para não acabar falando com uma bola de vôlei
5. Meus óculos, porque sem eles não posso escrever nem jogar Tetris...
Claro que esta lista é baseada na idéia de que a ilha tem água potável, comida fácil, facas, panelas, fósforos, que eu sou muito foda e vou conseguir caçar e construir uma casa, além de ter à mão shampoo, condicionador de cabelo, protetor solar, escova de dentes, roupas... Resumindo, não vou nem a pau.

12.5.09

É chato ser gostosa

Este post é imenso, mas eu gostaria muito que todo mundo lesse inteiro.

Eu sou foda, foda pra caralho! Duvida? Pois eu posso provar. Tem uma 'moça' querendo ser eu - nada mais nada menos do que eu. Ela se chama Van Bueno (?) e tem um perfil do orkut repleto de frases minhas, além de jogar minhas palavras no twitter. Clica na imagemzinha aí do lado pra você ver. Eu não tenho nada contra alguém me citar; pelo contrário, eu adoro! Mas alo-ou, me cite! Avise de quem é a mente brilhante por trás das palavras que você usa: minha!

E o mais legal é que a 'moça' deve ter selecionado para me ignorar no Orkut (por que será, né?), então nem perguntar para ela eu posso, olha que fofo! Mas eu fiquei tão orgulhosa desse meu momento popstar que resolvi publicar aqui o link original do trecho meu que ela copiou, dar a esta moça 15 minutos de fama nesse blog que ela tanto ama.
Deste post:
Meu sequestro relâmpago (...) Não vou entrar nos méritos de quão falhos e primários eles foram... Seria comico se não fosse trágico...Mas...É ultrajante saber que acontece com a gente. Não é fácil digerir esse absurdo.

Raramente saio dizendo por aí, mas em dias como esses é inevitável falar o que sempre penso: "que temos uma polícia omissa, um estado corrupto e que bandido bom é bandido morto. Porque prender não adianta bosta nenhuma, já que no Brasil penitenciária é hotel, onde tendo dinheiro a hospedagem é cinco estrelas e mais cedo ou mais tarde os caras estão na rua de novo, fazendo as mesmas coisas de sempre, sequer pararam enquanto estavam presos." E que ninguém se atreva a vir defender, dizendo que eu sou radical e não deveria falar assim. Porque até onde eu saiba, há muito mais bandidos soltos do que inocentes presos. E só quem passa pela situação que eu passei pra entender!

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E do meu descritivo, presente em todas as páginas:
Sou um clichê,
tipo frase de biscoitinho da sorte.
Sou um alter-ego de psicologia barata, uma ideia tola e umas histórias para contar.
Não se iluda, este perfil é uma ditadura.
Aqui mando eu.
Mas dessa imensa apologia a quão maravilhosa eu sou, uma coisa não me sai da cabeça: eu soube disso por um comentário anônimo no post anterior, acaso não terá sido a própria 'moça' em busca de holofotes? E eu estou concedendo o espaço, olha como eu sou legal!

Pensando bem, agora que passou o meu desejo de virar a mão na cara da Van, acho que entendi o que está acontecendo: eu sou a Mulher Maravilha! Veja, se a moça me plagia lindamente e se dedica um álbum de fotos à personagem dos quadrinhos por ser sua heroína, eu devo ser a personificação da Princesa Diana, não?

Faça uma visita de cortesia à minha fã mais desonesta, vá lá. Ah, se alguém for mesmo, pode me fazer um favor? Avisa a 'moça' que as coisas que eu escrevo aqui são protegidas por uma licença Creative Commons, que meu nome deve estar escrito, com link para este blog e que o que ela fez é crime? Como bem disse a Juliana Sardinha neste post,
"A lei é clara quando diz que os direitos estão garantidos independentemente de um registro prévio da obra:

Art. 18. A proteção aos direitos de que trata esta Lei independe de registro.

Art. 19. É facultado ao autor registrar a sua obra no órgão público definido no caput e no § 1º do art. 17 da Lei nº 5.988, de 14 de dezembro de 1973.

Eu não sou advogada, mas pelo que pude entender, para copiar um post alheio, é preciso conhecer a licença escolhida pelo autor do blog e, em alguns casos, até mesmo solicitar sua autorização para a reprodução do mesmo. E em caso de violação, o autor poderá pleitear na Justiça uma indenização e o infrator poderá até mesmo ser preso."
Eu também não sou advogada, mas pode apostar que amanhã de manhã vou ligar para um dos que conheço e saber certinho o que pode ser feito. Já bem dizia meu pai, aos amigos tudo, aos outros o rigor da lei.

8.5.09

E eu? Ou melhor, e nós?

Fato um: O governo brasileiro teve uma atitude louvável nestes tempos de crise em nome da evolução da economia. Redução de IPI dos produtos de linha branca (geladeira, fogão e companhia) e de automóveis. Três itens bobos vão cobrir a diferença: o cigarro, as bebidas alcoólicas e o combustível. Ou seja, vamos pagar a conta do mesmo jeito. Bacana, né? Eu não vou nem entrar nos méritos de quão absurdo é você reduzir IPI de carro e aumentar o do combustível, porque tenho preguiça de paradoxos.

Fato dois: Lei anti-fumo em São Paulo proibe o fumo em qualquer lugar fechado a partir de agosto de 2009. Isso inclui bares, boates, hotéis, além de proibir o cigarro como recurso cênico - diretores de teatro e cinema terão de pedir autorização governamental para que alguém fume em local fechado, seja no palco ou numa cena de filme. Sério, até na ficção é proibido fumar. A lei responsabiliza os estabelecimentos, não os fumantes; as punições são multas e interdição do local por até 30 dias. Esta nobre inovação legal inclui a criação de um programa para aqueles que quiserem parar de fumar.

Parâmetros: bebidas alcoólicas e cigarros são drogas, não vou discutir com o dicionário. Só que socialmente falando elas são consideradas de formas distintas. É raro quem não beba nada alcoólico nunca e o hábito de beber todo final de semana não é considerado dependência, mesmo que se beba até cair. Em contrapartida, todo fumante é considerado um dependente. Se você acende um cigarro, é chamado fumante, se toma uma cerveja não é chamado alcoólatra (até porque alcoolente fica feio que dói).

O vício fica mais caro e cada vez mais limitado, os programas antitabagistas mais poderosos. Se é para diminuir o número de fumantes, porque não proibir de uma vez, tornar ilícito? Parece que é mais fácil coibir os fumantes do que combater essa indústria milionária. Antes que venha alguém deixar uma garrafa em nome da saúde, é claro que eu sei que o cigarro faz mal, claro que eu sei que meu cabelo não é o mais cheiroso do mundo, sei também que os não-fumantes se sentem incomodados, sei de tudo isso. Eu e todos os outros fumantes sabemos. A pergunta certa é vocês acham que os fumantes vão deixar de fumar ou deixar de ir aos lugares com proibições?

Eu sou fumante e não tenho a menor intenção de parar, não é uma questão de fazer apologia ao cigarro, trata-se apenas de ver que não faz o menor sentido esse tipo de proibição. Eu abro mão de frequentar shoppings onde não há sequer uma cafeteria onde eu possa fumar - aqui em Curitiba isso quer dizer que só tenho duas opções, mas tudo bem, essa é a minha escolha e me basta. Em breve, estaremos fumando escondido no quintal de casa, como quando éramos adolescentes.

p.s.: acho que qualquer um que comprar geladeira e carro esse ano deveria começar a bancar o meu cigarro!